Entrevista

Daniel Romanelli

Há quanto tempo está ligado ao mundo da decoração e como se interessou pela área?

Estou na arquitetura e decoração há mais de 15 anos, mesmo estudando arquitetura, sempre procurei trabalhos que estivessem diretamente ligados a materiais de acabamento e projetos de interiores.

Quais são, para si, os aspetos mais importantes de uma decoração?

A textura, a iluminação e a peculiaridade dos detalhes.

Onde procura inspiração para a realização dos seus projetos decorativos?

Viajo muito e visito feiras e mostras de decoração. A arquitetura de interiores da Europa e Estados Unidos são muito interessantes, mas o que fizemos no Brasil não perde em nada em qualidade. Por isso, não deixo de ler tudo o que se refere a decoração. A visita em lojas especializadas também é um grande celeiro de ideias. Na verdade, sou muito curioso...

Fale-nos um pouco do seu processo criativo?

Sempre que inicio um trabalho, o primeiro passo é a organização de material de referência. Depois disso, croquis a mão livre do todo e finalizando com detalhes, é o que norteará o projeto. Sempre uso grafite e hidrocor para salientar algum material ou elemento de destaque no projeto. A arte está muito ligada ao meu trabalho.

E como é que se desenrola o processo de trabalho, desde o momento em que é contactado pelo cliente até terminar o projeto decorativo?

A entrevista com o cliente é fundamental. Tudo que puder perguntar, ou saber sobre quem utilizará o espaço, é uma informação importante. Depois da conversa, da análise de material de referência e muitos croquis, é finalizada a proposta em 3 dimensões e apresentada ao cliente, juntamente com os estudos iniciais mais relevantes. Após a aprovação pelos mesmos, é encaminhado ao setor do escritório que cuida dos detalhamentos e, posteriormente, à execução. 

Prefere particularmente um estilo de decoração ou trabalha com vários?

Trabalho com vários e me adapto facilmente ao gosto do cliente. A função do arquiteto ou decorador é essa: tentar transformar a ideia do cliente em realidade, da melhor forma possível.

No geral, com que estilo de decoração se identifica mais?

Gosto muito da decoração contemporânea, dessa mistura de estilos, onde não se define num primeiro momento, se é clássica ou moderna. Penso que isso traz muita personalidade para quem estiver utilizando o espaço e torna o ambiente versátil. Penso também que a decoração ou arquitetura de interiores se apresenta atualmente como a moda: cada um pode criar seu próprio estilo.

Qual é o espaço da casa que mais gosta de decorar e porquê?

Gosto muito de quartos e salas, tanto estar, quanto jantar. Os quartos porque trabalhamos com a personalidade explícita de cada cliente, com seus gostos e desejos mais íntimos. As salas, porque pode-se abusar de elementos, estilos, texturas, objetos de arte, e o resultado final se torna bem aconchegante.

Para si, o que está in e o que está out em termos de decoração?

Está in a mistura de estilos, a reciclagem de objetos de época com valor sentimental... a busca pelo conforto, pela personalidade. A tentativa de deixar a casa um refúgio. Da melhor maneira.

Está out a ideia de espaços não sustentáveis, com gastos desnecessários de energia, tanto na produção, quanto no uso diário.

Qual é a sua imagem de marca, ou seja, existe alguma cor, detalhe ou peça que utilize sempre nas suas decorações?

Sim. Existem dois. Elementos amarelos, procuro deixar, mesmo em pequenas peças. E a textura natural, seja a madeira ou pedra. Esta sempre se faz presente. O toque natural dos materiais é umdos pontos altos da minha marca.

fonte:www.eudecoro.com




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